Há 27 anos, Eduardo Domínguez, atual treinador do Atlético-MG, viveu um momento marcante em sua carreira ao enfrentar o Grêmio, então comandado por Ronaldinho, no Estádio Olímpico. Na ocasião, Domínguez jogava pelo Vélez Sarsfield, da Argentina, na Copa Mercosul de 1999.
Na fase de grupos do torneio, Grêmio e Vélez estavam no grupo B. Domínguez, que atuava como zagueiro, e seu irmão, Federico Domínguez, lateral-esquerdo, foram titulares na partida realizada em 24 de agosto de 1999. Em entrevista ao ge, Federico relembrou a importância do elenco do Grêmio, destacando a ascensão de Ronaldinho como uma estrela em crescimento.
“Não me lembro tanto do jogo em si, mas sim do que representava o Grêmio com Ronaldinho em campo. Era uma rivalidade intensa entre argentinos e brasileiros, e sempre gostei de jogar contra equipes do Brasil”, afirmou Federico.
Naquela época, Ronaldinho, com apenas 21 anos, já era considerado uma joia do futebol mundial. Ele havia se destacado ao decidir o título gaúcho com um drible memorável em Dunga, zagueiro do Internacional. Na temporada, Ronaldinho participou de 45 jogos, marcando 22 gols e contribuindo com duas assistências.
Antes do jogo contra o Vélez, a equipe de transmissão discutiu a possibilidade de Ronaldinho decidir a Mercosul de forma individual. O narrador Deva Pascovicci questionou se o jogador poderia levar o Grêmio a conquistar o torneio, lembrando que a última vez que isso ocorreu foi em 1995 com Giovani.
O Grêmio venceu a partida por 1 a 0, com um gol de Macedo. Apesar do resultado, ambos os times foram eliminados na fase de grupos, com Independiente e Corinthians avançando.
Eduardo Domínguez construiu sua carreira no futebol argentino, passando também pela Colômbia e pelos Estados Unidos, e conquistou apenas dois títulos nacionais: a Copa da Argentina e a Supercopa. Ele se aposentou em 2015 e logo iniciou sua transição para a função de treinador.
Federico, em sua lembrança sobre o tempo que jogaram juntos no Vélez, destacou a facilidade de entendimento entre os irmãos, que jogavam na defesa. “Era maravilhoso atuar ao lado dele. Concentrávamos e dormíamos juntos, o que facilitava nossa comunicação em campo”, contou.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original