Os sócios do Vasco da Gama aprovaram a venda da SAF para a Almirante Participações S/A, empresa liderada por Marcos Lamacchia. Com essa votação, 90% das ações do clube que gerencia o futebol vascaíno serão transferidas para a nova companhia.

Anteriormente, em 2022, a 777 Partners havia adquirido 70% das ações, enquanto 30% permaneciam com o clube associativo. Agora, o Vasco terá apenas 10% das ações após a nova transação. A votação foi a última etapa necessária para a formalização da entrada de Lamacchia, já que o Conselho Deliberativo e Beneméritos do clube haviam dado parecer favorável anteriormente.

Entretanto, a efetivação da venda ainda depende da aprovação da Anresf (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol), que está analisando um possível conflito de interesses, uma vez que Lamacchia é enteado da presidente do Palmeiras, Leila Pereira. A expectativa dentro do Vasco é que essa análise seja concluída em breve.

Enquanto isso, o clube iniciará os trâmites burocráticos para transferir os ativos, como jogadores e funcionários, de uma SAF para a outra. Mário Junqueira, sócio da Almirante Participações, expressou confiança no processo, afirmando que a nova gestão está focada no sucesso do Vasco.

Recentemente, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) solicitou informações financeiras entre o Vasco e a Almirante, e o clube deve apresentar essas informações até 26 de outubro. O não cumprimento pode resultar em multas diárias significativas.

Marcos Lamacchia se comprometeu a investir pelo menos R$ 500 milhões nos próximos cinco anos, com R$ 100 milhões anuais destinados ao futebol, além de investimentos em infraestrutura e na base. A Almirante terá a responsabilidade de gerar receitas para quitar as dívidas da SAF e do clube associativo, conforme estipulado no contrato.

O acordo também inclui garantias financeiras e penalidades em caso de descumprimento. O Estádio de São Januário permanecerá como a casa do futebol profissional até 2030, com um pagamento anual estipulado.

A transferência de ações e a governança da SAF terão restrições por dez anos, e a conclusão do negócio ainda depende de aprovações judiciais e societárias.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original