O Cuiabá enfrenta uma punição administrativa da FIFA devido a uma dívida com o ex-técnico Petit, que dirigiu a equipe em 2024. A pendência, que gira em torno de R$ 4 milhões, foi discutida pelo presidente Cristiano Dresch em entrevista ao ge.

Dresch explicou que Petit pediu demissão durante a reapresentação da equipe após uma derrota para o Palmeiras, mas retornou no dia seguinte e negou ter deixado o cargo. "Ele já vinha se sentindo mal por conta da fase ruim do time e reclamava das dificuldades de adaptação ao futebol brasileiro", afirmou o presidente.

O presidente admitiu que deveria ter formalizado a demissão de Petit no momento em que ele a solicitou. "Infelizmente, o Cuiabá já havia sido condenado em uma ação anterior na FIFA e não conseguimos cumprir o acordo de renegociação", acrescentou.

Além da dívida que resultou no transfer ban, Dresch mencionou outras pendências financeiras com clubes como Corinthians e Santos. O Corinthians, por exemplo, deve R$ 800 mil ao Cuiabá pela venda do volante Raniele, enquanto o Santos tem uma dívida de R$ 18 milhões, atualmente sob análise na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).

Dresch criticou os gastos do Santos com jogadores, citando Neymar, e questionou como um clube pode ter um atleta desse porte enquanto deve valores significativos ao Cuiabá. "O Santos jamais deveria ter um jogador como Neymar devendo ao Cuiabá", declarou.

Outros clubes que possuem dívidas com o Cuiabá incluem Grêmio, Avaí, Paysandu e Vitória, além do Atlético-MG. O ge entrou em contato com esses clubes, mas a maioria não se manifestou sobre as declarações de Dresch.

Apesar das pendências, o presidente ressaltou que o Cuiabá está em dia com seus compromissos financeiros, destacando as vendas de Derik e Aiyran como fundamentais para a saúde financeira do clube. "Estamos com o elenco fechado e não temos carências", finalizou.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original