A Polícia Civil de São Paulo finalizou a investigação sobre os desvios de materiais esportivos da Nike que ocorreram nos almoxarifados do Corinthians. Segundo o delegado Cesar Saad, que assinou o relatório, não foram encontrados indícios de furto qualificado por abuso de confiança.

Nos últimos meses, a polícia ouviu diversas pessoas ligadas ao clube, incluindo o presidente Osmar Stabile, o vice-presidente Armando Mendonça, o diretor de tecnologia Marcelo Munhoz e o ex-diretor administrativo Fábio Soares. Também foram entrevistados funcionários do almoxarifado e vendedores de produtos oficiais do Corinthians nas redes sociais.

Embora o relatório identifique fragilidades administrativas e falhas nos controles internos do Corinthians, não foram encontradas provas suficientes para caracterizar o crime de furto qualificado. O delegado Saad afirmou que não houve elementos que permitissem individualizar a autoria do crime ou indicar uma organização voltada para o desvio de materiais.

O documento foi enviado ao Ministério Público de São Paulo, que agora decidirá se apresentará alguma denúncia à Justiça. A conclusão da investigação é considerada uma vitória para o vice-presidente Armando Mendonça, que havia sido apontado em auditoria interna como um dos responsáveis pelos desvios. Mendonça se manifestou afirmando que a conclusão da Polícia Civil encerra uma tentativa de prejudicar sua imagem e que buscará reparação pelos danos causados.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original