Peter Grieve, investidor estadunidense, expressou apoio à gestão da família Menin à frente da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético-MG. Em entrevista ao Canal do Frossard, ele comentou sobre sua tentativa anterior de se tornar o maior investidor do clube, que não se concretizou devido à exclusão da Arena MRV nas negociações e à situação financeira do Atlético.
Grieve explicou que, em 2023, houve uma proposta para a SAF, mas o valor oferecido foi aceito por banqueiros, embora ele tenha decidido recuar antes de assinar o contrato. “O clube deve valer pelo menos o valor da dívida, ou estará tecnicamente falido”, afirmou, ressaltando que a oferta inicial não refletia um acordo justo.
O empresário, que também é co-proprietário do Bantu Rover, de Zimbábue, destacou que a família Menin investiu significativamente no clube, incluindo um aporte recente de R$ 530 milhões para enfrentar as dívidas. “Os torcedores querem que você coloque dinheiro o tempo todo, mas não conhecem a realidade dos donos”, disse Grieve, elogiando o comprometimento dos Menin com o Atlético.
Sobre seu interesse no Atlético, Grieve afirmou que é o único clube brasileiro que o atrai para investimento e que está aberto a dialogar com os acionistas majoritários. “Meu interesse começou há três anos, e espero trazer nossa visão para o Atlético, tornando-o uma joia em nosso portfólio”, completou.
Grieve também destacou que o momento ideal para um possível investimento seria quando o clube estiver com menos dívidas e mais patrimônio líquido.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original