Pedrinho, presidente do Vasco e ex-jogador, compartilhou sua experiência com a depressão, destacando a luta que enfrentou durante sua passagem pelo Palmeiras. Ele afirmou: “Você imagina um cara que é chamado de rei, um cara que tinha um dos maiores salários do Palmeiras... esse cara pode estar com depressão.”
O ex-atleta começou a tratar a doença no Palmeiras, com apoio de profissionais indicados pelo então técnico Vanderlei Luxemburgo. Durante o período de 2001 a 2005, Pedrinho enfrentou desafios tanto físicos quanto emocionais, incluindo uma grave lesão no joelho em um jogo contra o Vasco, seu clube formador.
O impacto da situação foi profundo, levando-o a se sentir culpado por não conseguir atuar. Em um momento de desespero, chegou a sugerir que o Palmeiras suspendesse seu salário enquanto estivesse afastado, mas a proposta foi rejeitada pelo presidente do clube na época, Mustafá Contursi.
A ajuda psicológica começou com a indicação de Luxemburgo, envolvendo a psicóloga Suzy Fleury e o psiquiatra Antônio Guerra. Em uma live em 2020, Pedrinho revelou que poucos no clube sabiam sobre sua condição. “Ninguém sabia da minha depressão, só os médicos sabiam. Meus amigos não sabiam”, afirmou.
Em entrevista recente, Pedrinho detalhou os momentos difíceis que viveu, incluindo crises de choro e isolamento. “A depressão dominou minha mente completamente. Eu estava trancado dentro de um quarto, dormindo no banheiro”, recordou.
Após iniciar o tratamento, o ex-jogador compreendeu a importância da terapia e passou a falar abertamente sobre saúde mental, especialmente no contexto do futebol. Para ele, ainda há resistência em reconhecer que jogadores, independentemente de sua fama e fortuna, podem sofrer com problemas psicológicos.
Com a recuperação, Pedrinho voltou a jogar em alto nível, destacando-se em 2004 com 14 gols em 49 partidas pelo Palmeiras. Ao todo, ele acumulou 127 jogos e 31 gols pelo clube alviverde. Depois, passou por outras equipes até retornar ao Vasco em 2008.
Pedrinho enfatiza que a experiência no Palmeiras foi crucial em sua vida, pois ali encontrou o suporte necessário para enfrentar a depressão, uma condição que, segundo ele, quase lhe custou a vida. “Prefiro ter as lesões do que a depressão, pois esta quase tirou a minha vida”, declarou.
Agora, como presidente do Vasco, Pedrinho se prepara para um reencontro com o Palmeiras, adversário na semifinal da Copa do Brasil, buscando conquistar seu primeiro título à frente do clube que sempre torceu.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original