O presidente do Vasco, Pedrinho, voltou a manifestar sua insatisfação com as negativas de Flamengo e Fluminense que impedem sua equipe de jogar no Maracanã contra o Boca Juniors, em partida válida pela semifinal da Sul-Americana. As declarações foram feitas após a vitória do Vasco sobre o Botafogo, por 2 a 1, no estádio Nilton Santos.

Pedrinho destacou a importância de utilizar o que lhe é garantido por contrato, afirmando: “Não acontecendo a liberação de São Januário, eu gostaria de usar o que eu tenho no contrato, o que eu tenho direito. E é isso que está sendo discutido. Porque existe a negativa, e aí a gente está obviamente tentando com o Ministério Público para que a gente tenha acesso a jogar no Maracanã.”

O presidente ainda comentou sobre a pressão que vem sofrendo: “Vão me acuando, me acuando, me acuando e me tirando das alternativas. E no final vai cair onde eles determinarem e não onde a gente pode exercer o direito de mandante.”

Embora a prioridade do clube seja atuar em São Januário, a equipe enfrenta dificuldades, como a necessidade de autorização da Polícia Militar e a exigência de ter 30 mil lugares disponíveis, sendo 4 mil destinados à torcida do Boca Juniors. Enquanto tenta negociar com a Conmebol e os argentinos uma flexibilização, Pedrinho reivindica a possibilidade de jogar no Maracanã, e o caso está em tramitação judicial.

O Vasco já havia formalizado um acordo com Flamengo e Fluminense para a utilização do Maracanã, que determina que todos os jogos entre os três clubes, de abril de 2025 até o fim de 2026, sejam disputados nesse estádio. Contudo, o clube recebeu duas negativas para levar o jogo ao Maracanã, baseadas na condição do gramado, que estaria deteriorado devido ao número elevado de partidas.

Além disso, Flamengo e Fluminense argumentam que o acordo não tem validade por conta da falta de assinatura do consórcio que administra o Maracanã. Entretanto, o Ministério Público, em uma ação judicial, destacou que a conservação do gramado não deve ser um impeditivo, já que o Maracanã recebeu jogos em intervalos curtos em diversas ocasiões neste ano.

Pedrinho reforçou que, mesmo que não houvesse o contrato, a solicitação de uso do Maracanã seria um ato de cortesia, considerando a importância do jogo. O clube também explorou a possibilidade de realizar a partida em outros estádios, como o Mané Garrincha, em Brasília, e a Arena da Amazônia, em Manaus.

A Secretaria de Estado do Desporto e Lazer do Amazonas confirmou que o Vasco consultou a administração da Arena sobre a possibilidade de levar a partida para Manaus. O clube acredita que uma decisão favorável para utilizar o Maracanã será alcançada, e pediu urgência na manifestação judicial para que haja tempo hábil para organizar a operação, logística e venda de ingressos. A definição sobre o local do jogo deve ocorrer até o dia 10 de outubro, e se o Vasco optar por um estádio fora do Rio de Janeiro, precisa informar à Conmebol até 15 dias antes da partida.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original