O presidente do Vasco, Pedrinho, reconheceu, em entrevista, a responsabilidade pelo desempenho da equipe no Campeonato Brasileiro e pediu desculpas aos torcedores pela atual pontuação. Sua declaração ocorreu durante o embarque do time para Assunção, onde o Vasco enfrentará o Olimpia pela Copa Sul-Americana.
Em um bate-papo no Podcast Cruzmaltino, Pedrinho fez questão de separar a situação esportiva dos problemas financeiros e jurídicos que o clube enfrenta. Ele destacou que o desempenho no Brasileirão é de sua total responsabilidade e não deve ser utilizado como justificativa para as dificuldades fora de campo. “Todo o insucesso é desportivo, e a responsabilidade é toda minha. Eu sou responsável pelo insucesso de pontuação no Campeonato Brasileiro”, afirmou.
O presidente também expressou seu entendimento sobre as críticas da torcida e pediu desculpas sinceras: “Nem eu nem nenhum atleta tem direito de reclamar algo sobre o torcedor. O torcedor do Vasco tem direito a tudo, a reclamar sobre tudo. E o maior responsável sou eu.”
Além disso, Pedrinho abordou a situação da recuperação judicial do clube e defendeu a possibilidade de realizar contratações enquanto cumpre os acordos com os credores. Ele comparou essa situação à de um devedor que negocia suas dívidas e cumpre regularmente os pagamentos. “O que eu não poderia era contratar e deixar de pagar”, explicou.
O presidente também criticou a atuação da 777 Partners no processo de recuperação. Ele mencionou que o acordo entre o Vasco, o futuro investidor e a empresa americana está avançado, mas ficou surpreso com o pedido de auditoria feito pela 777. “Quem está por trás da 777?”, questionou Pedrinho, demonstrando preocupação com a burocracia que aumentou após sua suspensão temporária pela Justiça.
Pedrinho ressaltou que, caso o empréstimo de R$ 150 milhões continue a ser negado, isso poderá resultar em inadimplência, o que prejudicaria tanto sua gestão quanto a recuperação do clube. Ele enfatizou que, na sua gestão, colocou seus bens à disposição e que a inadimplência é uma gestão temerária que pode bloquear seus bens.
Por fim, ele pediu à juíza que considere tudo o que foi organizado desde sua entrada no clube e que libere o que é necessário para que o Vasco possa pagar funcionários, credores e fornecedores, além de realizar contratações. “O dinheiro não é só para contratações. Isso estava dentro do plano da recuperação judicial”, concluiu.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original