O presidente do Vasco, Pedrinho, declarou que o clube irá reavaliar a situação do consórcio do Maracanã após a aprovação do Conselho Deliberativo para a venda da SAF. Ele afirmou que continuará a pressionar o consórcio que administra o estádio, formado por Flamengo e Fluminense. Pedrinho mencionou que o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, havia solicitado um acordo para que o Vasco pudesse utilizar o Maracanã.
O presidente destacou que a questão da segurança em São Januário é preocupante, o que impede que o Vasco jogue clássicos em casa. Ele ressaltou que o clube enfrenta desvantagens no Campeonato Brasileiro por não conseguir atuar como mandante em algumas partidas. O memorando de entendimento entre Vasco, Flamengo e Fluminense estabelece que todos os clássicos de 2025 e 2026 sejam realizados no Maracanã, além de garantir quatro jogos ao Vasco por ano.
No ano passado, o único jogo em que o Vasco atuou como mandante no Maracanã, sem a presença de rivais cariocas, foi a final da Copa do Brasil contra o Corinthians. Pedrinho acredita que a liberação do estádio para essa partida foi justificada pela data, que não apresentava problemas no gramado.
Em 2026, o Vasco já recebeu quatro negativas para atuar no Maracanã, em pedidos para jogos contra Vitória, Palmeiras, Santa Fe e Boca Juniors. Pedrinho questionou se o clube está sendo pressionado a jogar em locais que não deseja, afirmando que possui um contrato que lhe garante o direito de jogar no Maracanã.
Ele também fez um alerta sobre a crescente representatividade do Vasco, que, segundo ele, incomodará ainda mais o consórcio do Maracanã. Pedrinho reiterou que não se opõe a lutar pelos direitos do clube e que continuará a reivindicar o que lhe é devido.
O Maracanã é um ponto central na discussão sobre o local do jogo entre Vasco e Boca Juniors, pela semifinal da Sul-Americana. Recentemente, um desembargador negou o pedido do Vasco para jogar no estádio, considerando que não há elementos suficientes para garantir a utilização do Maracanã neste momento.
A decisão ainda pode ser revista antes da data-limite para o clube informar à Conmebol onde será a partida de volta contra o Boca Juniors.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original