A Comissão de Ética do São Paulo protocolou um pedido de afastamento do executivo de futebol Rui Costa. O órgão alega que o dirigente não apresentou documentos requisitados para uma investigação envolvendo Carlos Belmonte, ex-diretor de futebol durante a gestão do ex-presidente Julio Casares.

Belmonte e Rui Costa trabalharam juntos no departamento de futebol entre 2021 e 2025. A investigação apura uma possível gestão temerária por parte do ex-dirigente e solicita, entre outros itens, cópias dos contratos dos jogadores, informações sobre a situação contratual e valores envolvidos nas contratações, além de dados financeiros relacionados aos intermediários nas negociações.

O órgão é composto por Luiz Augusto Lia Braga, Antônio Maria Patiño Zorz, José Edgard Galvão Machado, Marcelo Felipe Nelli Soares e Milton Jose Neves Junior. Em resposta ao pedido, Rui Costa argumentou que os contratos de atletas e membros da comissão técnica não estão sob a jurisdição do Conselho Deliberativo, devido à sensibilidade das informações contidas neles. Ele também destacou que esses documentos estão protegidos por cláusulas de confidencialidade e pela Lei Geral de Proteção de Dados, o que tornaria o fornecimento das informações incompatível com as obrigações do clube, gerando riscos jurídicos e comerciais.

Segundo a avaliação da equipe jurídica, Rui Costa não pode ser afastado pela Comissão de Ética por não ser associado do São Paulo. O entendimento é que o órgão possui competência apenas para tratar de questões políticas institucionais do clube. O pedido foi encaminhado a Harry Massis, que poderia resultar na demissão do dirigente, mas a expectativa é de que não seja aceito. Carlos Belmonte deixou o clube no final de 2025 e está afastado da política do clube desde então.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original