O ex-presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, expressou suas críticas ao funcionamento do futebol brasileiro, destacando o Cuiabá como um exemplo de clube afetado pela ausência de regras e garantias financeiras. Durante sua participação no podcast Jogando Verde, da Porco House TV, Nobre discutiu os desafios enfrentados pela equipe mato-grossense.

Ele fez uma comparação entre o Cuiabá e a Chapecoense, elogiando a organização de ambas as equipes, que, segundo ele, se estruturam para competir na elite do futebol nacional, mas enfrentam problemas recorrentes. “O Cuiabá vende um jogador e não recebe, e esse atleta acaba jogando contra eles, o que pode levar à queda para a segunda divisão”, explicou.

Nobre também criticou a cultura amadora que ainda persiste no futebol brasileiro, afirmando que a ética e regras mais rigorosas são essenciais para garantir o cumprimento das obrigações financeiras dos clubes. “O futebol não é mais o mesmo dos anos 30. É necessário entender o que funciona e o que não funciona”, afirmou.

O ex-dirigente ressaltou a importância de uma gestão responsável, que não priorize apenas a contratação de grandes nomes em detrimento do pagamento de contas básicas. “Não seria a favor de trazer jogadores como Riquelme e Pirlo se isso significasse não ter dinheiro para pagar contas essenciais”, completou.

Nobre também recordou sua relação com a Chapecoense durante a Série B de 2013, quando ambas as equipes conquistaram o acesso à primeira divisão. Ele manifestou respeito pela diretoria da Chapecoense e mencionou sua tentativa de ajudar o clube após a tragédia que enfrentaram.

Além disso, Cuiabá e Chapecoense já se enfrentaram na Copa Sul-Americana de 2016, em que o Cuiabá venceu o primeiro jogo, mas foi eliminado na segunda partida. Essa partida marcou a última atuação profissional de Jakson Follmann, goleiro da Chapecoense, antes do trágico acidente aéreo.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original