O atacante Paulinho, do Palmeiras, foi suspenso por um jogo devido à sua comemoração após marcar um gol na vitória por 3 a 0 sobre o Flamengo, em partida válida pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogador havia sido absolvido em primeira instância, mas a procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) recorreu, e o caso foi julgado pelo Pleno na manhã desta quarta-feira.

Paulinho foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de condutas contrárias à disciplina e à ética desportiva. Após marcar o terceiro gol, o atacante fez um gesto que simboliza a união entre torcidas do Palmeiras, Vasco e Atlético-MG, clubes pelos quais já passou.

A defesa do Palmeiras argumentou que o gesto foi uma celebração direcionada à torcida do clube e destacou que outros jogadores realizaram gestos semelhantes sem punição. No entanto, a relatora do caso, Mariana Barreiras, afirmou que, apesar de o gesto não se enquadrar na provocação ao público, ele foi considerado objetivamente obsceno durante uma partida de grande visibilidade, levando à condenação unânime de Paulinho.

A decisão é definitiva e não cabe recurso na esfera nacional. O Palmeiras ainda pode levar o caso à Corte Arbitral do Esporte (CAS), mas não indicou se tomará essa medida. Com a suspensão, Paulinho desfalcará a equipe no primeiro jogo após a Copa do Mundo, marcado para o dia 22 de julho, contra o Coritiba.

A decisão gerou revolta nos bastidores do Palmeiras, que já se mostrava insatisfeito com a relação com o STJD, especialmente após a punição ao técnico Abel Ferreira. A direção do clube considera que as medidas aplicadas são desproporcionais e afetam apenas jogadores e membros da comissão técnica do Palmeiras, destacando a ausência de punições em casos semelhantes, como o de Leonardo Jardim, que questionou a arbitragem em jogo recente.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original