A denúncia da Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra o jogador Mauricio gerou revolta na diretoria do Palmeiras. Em uma nota oficial divulgada no último sábado, o clube criticou a decisão, destacando que a arbitragem de campo e a equipe de VAR já haviam analisado o lance e optado apenas pelo cartão amarelo.
No documento, o Palmeiras compara o caso de Mauricio com infrações cometidas por jogadores de outros clubes, como Pulgar, do Flamengo, e Raniele, do Corinthians, que não foram denunciados pelo STJD. O clube questiona a razão pela qual a opinião de um procurador tem mais peso do que a decisão dos árbitros.
O julgamento de Mauricio ocorrerá sob o artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de condutas violentas. O lance em questão ocorreu com o zagueiro Cacá, minutos antes de sua expulsão por falta em Jhon Arias. O Palmeiras já havia se manifestado anteriormente, defendendo a arbitragem durante a vitória de 4 a 0 sobre o Vitória, em Salvador.
A relação do Palmeiras com o STJD não é positiva, especialmente após a suspensão de oito jogos do técnico Abel Ferreira. O clube também mencionou casos recentes envolvendo os atletas Allan e Paulinho, que contribuíram para o aumento das críticas em relação ao tratamento recebido.
O Palmeiras está programado para enfrentar o Fortaleza no próximo domingo, às 16h, no Nubank Parque, em busca de uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. Caso Mauricio não seja absolvido, o departamento jurídico do clube planeja recorrer ao Tribunal Pleno, a última instância da justiça desportiva brasileira.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original