O Palmeiras concluiu a fase de naming rights do Allianz Parque, após 348 partidas e a presença de 8,7 milhões de torcedores. O faturamento totalizou mais de R$ 235 milhões em repasses relacionados ao uso das propriedades do estádio.
Os dados consideram o acordo firmado com a WTorre, que está em vigor desde outubro de 2024. O último evento sob a nomenclatura Allianz Parque ocorreu em um empate contra o Santos, no último sábado. O Nubank será o novo responsável pelos naming rights nos próximos 18 anos, com o nome a ser revelado nesta segunda-feira, após votação que incluiu opções como Nubank Parque e Nubank Arena.
Durante os 12 anos de naming rights com a Allianz, o estádio sediou mais de 2.400 eventos, incluindo 348 jogos e 269 shows de artistas tanto internacionais quanto nacionais. O Palmeiras gerou R$ 564,6 milhões em bilheteria nesse período, conforme informações de Fernando Galuppo, historiador do clube. Esses valores referem-se apenas ao futebol masculino profissional, sem incluir o futebol feminino ou os jogos sem público durante a pandemia.
A receita do clube também inclui percentuais mensais que aumentam ao longo do contrato de 30 anos, referentes a aluguel para shows, locação de camarotes e outras áreas. O acordo com a Allianz, que rendia R$ 15 milhões anuais, foi considerado defasado, enquanto o Nubank pagará cerca de R$ 51 milhões. O Palmeiras não participou das negociações, mas receberá 15% do valor, percentual que aumentará a cada cinco anos.
O Palmeiras recebeu mais de R$ 235 milhões durante a era Allianz, incluindo R$ 117 milhões de um acordo assinado em outubro de 2024, que encerrou uma disputa jurídica de 10 anos. Antes disso, o clube havia recebido apenas repasses de sete meses, devido a um impasse entre as partes que levou o caso à Justiça.
Com o novo acordo, a WTorre pagou R$ 50,1 milhões à vista e garantiu que o Palmeiras ficaria isento de pagar por camarotes e pela loja do Avanti por quatro e três anos, respectivamente, além de isenção de aluguel e condomínio do museu por 20 anos. Essa soma resultou em R$ 117 milhões no total.
No ano de 2024, a receita do estádio foi de R$ 241 milhões, um aumento de 20% em relação ao ano anterior, com R$ 40,5 milhões repassados ao Palmeiras. Em 2025, o clube declarou ter recebido R$ 72 milhões, considerando as propriedades e os novos naming rights.
A diferença nos valores de um ano para outro se deve ao aumento da arrecadação e ao novo acordo, que reduziu as cobranças da WTorre. Desde novembro de 2024, o percentual de receitas que o Palmeiras recebe aumentou, o que também contribuiu para o crescimento da receita.
Em 2026, o Palmeiras já declarou R$ 5,5 milhões em receitas de janeiro, com uma projeção total de R$ 78 milhões para o ano, sem contar a bilheteira. Esses números podem ser ainda maiores, considerando que a projeção foi feita antes da assinatura do novo contrato de naming rights.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original