No último domingo, o Palmeiras não passou de um empate sem gols contra o Internacional, em sua casa, pelo Campeonato Brasileiro. Este é o segundo jogo consecutivo em que o líder da competição perde pontos no Nubank Parque, reduzindo sua vantagem na tabela para seis pontos.
Após a derrota para o Atlético-MG, o time apresentou problemas semelhantes em sua volta ao estádio. A atuação foi marcada pela burocracia, com pouca presença no ataque, passes lentos e escassas oportunidades de gol.
O técnico Abel Ferreira optou por manter Mauricio e Sosa entre os titulares, deixando Flaco López e Vitor Roque no banco, apesar do bom desempenho recente da dupla. O Palmeiras teve dificuldades no primeiro tempo, sendo bem marcado pelo Internacional, que se organizou defensivamente em uma linha de cinco jogadores.
Os jogadores Allan e Arias não conseguiram criar jogadas pelas laterais, enquanto o ataque do Inter, com Emiliano Martínez, Murilo e Barboza, se mostrava perigoso em contra-ataques. O camisa 10 do Internacional, Alan Patrick, frequentemente saía da área, complicando a marcação palmeirense.
Embora tenha tido mais posse de bola, o Palmeiras não conseguiu pressionar o adversário e cometeu erros em passes e finalizações. A situação piorou quando Abel esperou 13 minutos do segundo tempo para fazer suas primeiras substituições, colocando Flaco e Vitor Roque em campo.
O desempenho da nova dupla foi aquém do esperado, especialmente de Vitor Roque, que parecia sem ritmo e cometeu erros que lembravam seus primeiros jogos no clube. No final, o Palmeiras tentou pressionar, mas sem a clareza que havia mostrado em partidas anteriores.
Com 60% de posse de bola e 19 finalizações contra oito do Inter, o time não conseguiu exigir defesas difíceis do goleiro Matheus Cunha. O resultado foi insatisfatório para o líder, que viu Flamengo e Athletico-PR vencerem e se aproximarem na tabela, acendendo um alerta para os tropeços em casa.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original