No primeiro tempo do jogo entre Fluminense e Palmeiras, que terminou com a vitória do time paulista por 2 a 1, eu tinha a intenção de destacar Paulo Henrique Ganso. Observava sua habilidade e elegância em campo, como se ele dominasse o tempo e ditasse o ritmo da partida. Contudo, o Palmeiras, em sua primeira finalização a gol e com menos de 30% de posse de bola, abriu o placar com 1 a 0.
O Palmeiras se apresenta como um desafio para os românticos do futebol. Enquanto alguns jogadores buscam a poesia em campo, o time de Abel Ferreira se destaca pela produtividade e eficiência. Para o Palmeiras, não é necessário jogar bem segundo os padrões convencionais para vencer, como demonstrou mais uma vez ao derrotar o Fluminense.
O que realmente importa para o Palmeiras é a eficiência em sua proposta de jogo. O time se comporta como uma máquina, uma engrenagem que está sempre pronta para otimizar seu desempenho. O Fluminense teve a posse de bola, tentou criar jogadas e pressionou, mas em uma rápida transição, o Palmeiras conseguiu marcar seu segundo gol, reafirmando seu controle sobre a partida.
No segundo tempo, a situação se manteve, com o Fluminense tentando, mas o Palmeiras se mostrando firme e seguro. A torcida visitante celebrava não apenas a vitória, mas a certeza de que a vaga na final estava próxima.
Entretanto, até as máquinas podem falhar. Em um dos últimos lances, Wesley Natã aproveitou uma falha de Carlos Miguel e diminuiu a diferença no placar, reacendendo a esperança da torcida tricolor. Ao final da partida, muitos ainda sonhavam com uma virada.
Apesar de minha preferência pessoal pelo estilo de jogo de Ganso, não posso deixar de admirar a impressionante eficiência do Palmeiras, que está a caminho de sua quarta final de Libertadores em sete anos.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original