O Palmeiras emitiu uma nota oficial na noite deste domingo, expressando apoio ao goleiro Carlos Miguel, que supostamente foi alvo de ofensas racistas durante o clássico contra o Corinthians, realizado na Neo Química Arena. A denúncia se baseia em um vídeo que circula nas redes sociais, onde torcedores do Corinthians reagem a um lance do jogo e é possível ouvir a palavra "macaco" sendo gritada.
No comunicado, o Palmeiras solicita que as autoridades competentes tomem as medidas necessárias para identificar e punir o torcedor responsável pela ofensa. O Corinthians também se manifestou rapidamente, solidarizando-se com Carlos Miguel e afirmando que está empenhado em identificar o autor das ofensas.
O goleiro Carlos Miguel teve uma atuação destacada no empate sem gols da partida.
O Palmeiras, em sua nota, declarou: "Tomamos ciência, por meio de notícia e vídeo publicados pelo site 'Nosso Palestra', de que o goleiro Carlos Miguel foi vítima de injúria racista durante o clássico deste domingo na Neo Química Arena. Diante desta grave violência, incompatível com qualquer valor civilizatório, o Palmeiras se solidariza com o atleta e pede que as autoridades competentes adotem as providências devidas, incluindo a identificação e a responsabilização de todos os envolvidos. Não podemos tolerar o racismo!"
Em resposta, o Corinthians afirmou: "O Sport Club Corinthians Paulista vem a público manifestar total solidariedade ao atleta Carlos Miguel, alvo de ofensas de cunho racista durante a partida realizada neste domingo na Neo Química Arena. O clube repudia de forma veemente qualquer ato de racismo ou discriminação, reforçando seu compromisso histórico na luta por respeito, igualdade e inclusão dentro e fora de campo. O Corinthians informa que não medirá esforços para identificar e responsabilizar o(s) autor(es) deste ato inaceitável, colaborando integralmente com as autoridades competentes para que as devidas providências sejam tomadas. Não há espaço para o racismo no futebol e na sociedade".
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original