Na partida que terminou em 0 a 0, válida pelas quartas de final da Copa do Brasil, o Palmeiras relatou episódios de hostilização por parte de torcedores organizados do Santos. O incidente ocorreu em um camarote próximo ao gramado da Vila Belmiro, onde seguranças também foram impedidos de acessar o campo.
O clube alviverde informou que o portão que conecta o vestiário visitante ao campo estava trancado, o que gerou indignação entre os membros da equipe. Segundo o relatório do delegado da partida, houve relatos de intimidação, xingamentos e até arremesso de água contra os integrantes do Palmeiras.
Antes do início do jogo, a equipe da Federação Paulista de Futebol, que incluía diretores e um coordenador da CBF, já havia notado a presença de torcedores organizados do Santos no camarote ao lado do banco de reservas do Palmeiras. Diante da situação, o Palmeiras manifestou sua oposição ao início da partida caso a situação não fosse resolvida.
Após a manifestação, o delegado e o coordenador da CBF acionaram a Polícia Militar, que retirou alguns torcedores do camarote. No entanto, Marcelo Teixeira Filho, filho do presidente do Santos, e Nicolino Bozzela, do Comitê de Gestão do clube, argumentaram que os torcedores tinham ingressos para estar no local, mesmo sem comprovação, segundo o relatório.
O Santos, por sua vez, confirmou a versão de que os torcedores possuíam ingressos e afirmou ter concordado apenas em reduzir o número de ocupantes no camarote. A partida continuou sob monitoramento da polícia, que foi acionada novamente antes do apito final devido ao clima exaltado entre os torcedores.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original