O Palmeiras está em tratativas com a Prefeitura de São Paulo para a renovação da concessão do terreno onde se localiza a Academia de Futebol. O objetivo é garantir a continuidade do uso do centro de treinamento por mais 20 anos.

O clube se antecipou nas negociações para evitar possíveis obstáculos. O contrato atual foi assinado em 1988 e tem duração de 40 anos, com término previsto para 2028.

Para a renovação, a prefeitura solicitou o pagamento correspondente a 100 módulos habitacionais do programa "Vila Reencontro", voltado para a reintegração de pessoas em situação de rua. O Palmeiras concordou em realizar um pagamento parcial de R$ 10,7 milhões, que é o valor mínimo estipulado.

No entendimento do clube, é fundamental uma estruturação jurídica para definir o pagamento com base na quantidade de módulos que podem ser viabilizados com o valor, em vez de simplesmente se basear na exigência de 100 módulos.

Além disso, o acordo prevê a quitação de algumas pendências do contrato atual. A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), responsável pelo programa, já sinalizou positivamente para o acordo. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) deve se pronunciar em breve, e as partes envolvidas não devem apresentar resistência para a conclusão do negócio.

O Palmeiras também está se movimentando para realizar investimentos em suas instalações, com previsão de R$ 100 milhões para melhorar o centro de treinamento da base. O intuito é tornar o CT o melhor da América Latina, essencial para o desenvolvimento de jovens talentos, que têm gerado receitas significativas para o clube, como as vendas de jogadores como Endrick, Estêvão e Vitor Reis.

Entre as novas estruturas planejadas, está a construção de um alojamento para jovens atletas que vêm de fora da região metropolitana. Atualmente, esses jovens estão hospedados em um hotel que mantém parceria com o clube nas proximidades da Academia de Futebol.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original