O Palmeiras conquistou uma vitória por 1 a 0 sobre o Vasco na ida da semifinal da Copa do Brasil, realizada no Nubank Parque. Apesar do resultado favorável, a equipe deixou a impressão de que poderia ter ampliado a vantagem. Agora, o Verdão precisa apenas de um empate no jogo de volta, que ocorrerá em São Januário no próximo domingo.
Embora a possibilidade de avançar com um empate seja positiva, o Palmeiras teve um desempenho que não refletiu o domínio apresentado em campo. Com 58% de posse de bola e 17 finalizações, apenas três delas foram em direção ao gol, o que gerou certa frustração.
Escalado com Mauricio como titular, o time de Abel Ferreira teve um jogador capaz de pressionar a defesa adversária. Nos minutos iniciais, o Palmeiras apresentou um futebol envolvente, construindo jogadas desde a defesa e utilizando passes curtos. Flaco López, Mauricio e Arias se movimentaram bem, enquanto Giay e Piquerez se posicionaram abertos. Logo no começo, Flaco López perdeu uma chance clara, e Giay teve outra oportunidade em um gol aberto.
O gol de Mauricio, marcado aos 24 minutos, foi a recompensa por um início promissor. No entanto, após abrir o placar, o Palmeiras alterou sua postura, recuando as linhas e tentando explorar os contra-ataques. Essa mudança reduziu o volume de jogo, criando um cenário semelhante ao que os torcedores já vivenciaram em mata-matas recentes, onde uma única chance poderia mudar o resultado.
O técnico Abel Ferreira tentou reverter a situação ao fazer substituições ofensivas, colocando Vitor Roque no lugar de Mauricio e promovendo a entrada de Arthur. Com a expulsão de Saldivia, aos 32 minutos do segundo tempo, o Palmeiras se lançou ao ataque, mas, apesar de aumentar o número de finalizações, não conseguiu ser tão eficaz quanto nos primeiros 25 minutos.
A reação contida da torcida ao apito final refletiu a sensação de que a vitória, embora positiva, poderia ter sido mais expressiva. O Palmeiras agora precisa aprender com as experiências de mata-matas anteriores para evitar situações complicadas, como as que ocorreram na Libertadores, onde a equipe avançou nos pênaltis após vitórias magras em jogos de ida.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original