O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, compareceu na tarde desta segunda-feira à sede do Ministério Público do Estado para prestar depoimento em um inquérito civil relacionado a uma possível intervenção judicial no clube.
Stabile chegou acompanhado de dois advogados por volta das 13h50, antecipando-se em mais de uma hora ao horário agendado para a oitiva, que estava marcada para as 15h. O diretor jurídico do clube, Pedro Soares, se juntou a eles pouco depois.
Durante o depoimento, que deve durar entre uma e duas horas, os promotores Luiz Ambra Neto e André Pascoal, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital, irão questionar Stabile sobre a gestão do Corinthians, buscando esclarecer aspectos administrativos e financeiros do clube, assim como as providências tomadas em relação a eventos recentes. Além disso, os promotores solicitarão acesso a documentos complementares.
Nos últimos meses, os representantes do MP analisaram documentos enviados desde a abertura do inquérito, em dezembro de 2025, mas só puderam dar continuidade ao trabalho a partir de maio deste ano, após o Conselho Superior do MP negar um recurso do Corinthians. Durante a pausa do inquérito, sócios do clube entraram com um pedido de intervenção judicial, um processo que é independente do inquérito do MP, mas que está sendo monitorado pelos promotores.
Em sua última manifestação à Justiça, o MP defendeu a continuidade da ação dos sócios, embora ainda não tenha se posicionado sobre o mérito do pedido. Dependendo das conclusões do inquérito civil, o MP pode solicitar uma ação civil pública para intervenção judicial na administração do clube ou propor um termo de ajustamento de conduta (TAC) para que o Corinthians faça as correções necessárias. Vale ressaltar que, embora o MP possa pedir a intervenção, a decisão final cabe ao Judiciário, e não há um prazo definido para a conclusão do inquérito.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original