O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, tornou-se alvo de um terceiro pedido de impeachment. O novo requerimento foi protocolado pelo associado Leandro Cano e se baseia em uma manifestação do Ministério Público de São Paulo, que questionou a atuação do dirigente em um processo criminal que envolve o vice-presidente Armando Mendonça e a gestão de materiais esportivos da Nike.
O associado alega que Stabile adotou uma postura que vai contra os interesses do clube ao se manifestar em um processo no qual o Corinthians é considerado uma potencial vítima e ao assinar uma nota institucional em defesa de Armando Mendonça.
O documento indica que o Ministério Público destacou que o presidente apresentou argumentos que coincidem com a estratégia de defesa de Mendonça. Durante a investigação, Stabile afirmou que a auditoria interna do clube não concluiu que o vice-presidente tenha cometido desvio ou apropriação indevida de materiais esportivos. O órgão também mencionou um possível conflito de interesses entre a administração do Corinthians e o dirigente sob investigação.
Além disso, o pedido de impeachment menciona que a conduta de Stabile pode ser considerada gestão temerária. Armando Mendonça foi denunciado pelo Ministério Público por crimes como apropriação indébita agravada e coação no curso do processo, entre outros. O promotor Cássio Conserino afirmou que ele se apropriou de 131 itens de material esportivo da Nike e tentou obter camisas especiais, além de ameaçar testemunhas durante a apuração.
Vale lembrar que Mendonça pediu licença do cargo no dia 8 de junho. Este é o terceiro pedido de impeachment contra Osmar Stabile. O primeiro foi protocolado em abril, com alegações de violações ao Estatuto Social do clube e à legislação vigente, principalmente relacionadas a um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para a regularização de uma dívida de R$ 1,2 bilhão.
Os autores do primeiro pedido afirmaram que a diretoria utilizou o Parque São Jorge como garantia nesse acordo. O patrimônio do clube, que inclui a sede social, está avaliado em R$ 602,2 milhões. Em junho, um novo pedido foi apresentado, apontando supostas irregularidades na contratação de empresas de segurança.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original