O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, anunciou que não irá concorrer à presidência do clube nas eleições deste ano. Em uma carta aberta, ele justificou sua decisão afirmando que uma candidatura poderia prejudicar a estabilidade política necessária para o Corinthians neste momento.

Stabile destacou que sua prioridade é concluir seu mandato com foco na reorganização financeira do clube, especialmente em negociações importantes, como a que está em andamento com a Caixa Econômica Federal. Ele enfatizou que a gestão atual deve prevalecer sobre projetos pessoais, alertando que misturar a administração com uma disputa eleitoral não seria benéfico para a instituição.

O presidente reafirmou seu compromisso em trabalhar até o final do mandato, buscando recuperar a credibilidade do Corinthians e fortalecer seus processos administrativos. Ele espera que seu sucessor mantenha o foco na reestruturação financeira e administrativa do clube, priorizando os interesses do Corinthians acima de tudo.

Stabile, que assumiu a presidência em maio de 2025 após o impeachment de Augusto Melo, estava considerando a candidatura, mesmo diante de possíveis restrições impostas pelo estatuto do clube, que proíbe a candidatura de dirigentes que ocupam o cargo por mais de 18 meses em caso de vacância.

O Ministério Público investiga Stabile por apropriação indébita relacionada à contratação de uma empresa de segurança não legalizada. Além disso, há investigações sobre a relação comercial do Corinthians com a empresa responsável pelo programa Fiel da Sorte, devido a pagamentos que não teriam sido totalmente cumpridos.

No campo, o Corinthians enfrenta uma fase difícil, com eliminações em competições importantes e uma sequência de derrotas no Campeonato Brasileiro, o que gerou insatisfação entre os jogadores em relação à gestão de Stabile.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original