A morte do jogador Daniel Corrêa Freitas completa oito anos. Em outubro de 2018, enquanto o Brasil se preparava para as eleições presidenciais, uma família de Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais, enfrentava um pesadelo. No dia 27 daquele mês, a mãe de Daniel, Eliana Aparecida Corrêa, ficou preocupada ao não ter notícias do filho, que havia ido a uma festa em Curitiba. As tentativas de contato foram em vão.
Daniel, que havia se destacado no Botafogo e jogava pelo São Bento, foi brutalmente assassinado. A família não sabia da tragédia até que um primo de Daniel começou a investigar seu desaparecimento. Após contato com a polícia, descobriram que um corpo encontrado na região tinha características semelhantes às do jogador, incluindo uma cicatriz no joelho, resultado de uma grave lesão anterior.
O corpo foi identificado, e a família ficou devastada. Henrique Salmaso, primo e amigo de Daniel, recorda a angústia do momento: "Como assim? Que po** é essa, mano?". A mãe de Daniel prefere não falar sobre o ocorrido, e a família, em luto, evita reabrir feridas.
Daniel, que tinha apenas 24 anos, havia enfrentado dificuldades em sua carreira devido a lesões. Ele se destacou no Botafogo, mas sua trajetória foi marcada por problemas físicos. Naquele trágico fim de semana, ele havia ido a Curitiba para comemorar o aniversário de uma amiga.
Após a festa, Daniel foi para a casa de Allana Brittes, onde ocorreu uma série de eventos que culminaram em sua morte. A polícia revelou que Edison Brittes, pai de Allana, e outros homens agrediram Daniel após uma confusão. O jogador foi brutalmente espancado e, em seguida, assassinado de forma cruel.
O caso gerou revolta na família, que ainda busca justiça. Edison Brittes foi condenado a 42 anos de prisão, enquanto outros envolvidos foram absolvidos ou receberam penas menores. A dor da perda e a busca por justiça continuam a marcar a vida da família de Daniel.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original