As oitavas de final da Conmebol Libertadores começam nesta terça-feira e trazem uma novidade histórica: pela primeira vez em 15 anos, nenhum dos grandes clubes argentinos está entre os 16 melhores da competição. Desde a década de 1930, os clubes considerados "los cinco grandes" da Argentina são Boca Juniors, River Plate, Racing, Independiente e San Lorenzo, baseando-se em títulos, relevância histórica e tamanho das torcidas.
Nesta edição de 2026, os representantes argentinos nas oitavas são Estudiantes, Rosário Central, Platense e Independiente Rivadavia. Embora o Estudiantes tenha conquistado a Libertadores quatro vezes, ele não é classificado entre os cinco clubes mais tradicionais do país. O Boca Juniors e o River Plate, que estão fora das oitavas, seguem na disputa da Sul-Americana.
Além disso, Platense e Independiente Rivadavia são estreantes na competição continental. O Fluminense enfrentará o time de Mendoza nas oitavas, após já ter jogado contra eles na fase de grupos. A última vez que nenhum dos cinco grandes argentinos avançou para as oitavas foi em 2011, com a presença de Vélez Sarsfield e Estudiantes. No século XXI, apenas em 2010 e 2011 os grandes clubes argentinos não chegaram às oitavas.
Das 26 oitavas de final realizadas neste século, em 23 delas ao menos um grande argentino esteve presente. O único que poderia ter avançado em 2026, o Boca Juniors, foi eliminado na fase de grupos e garantiu apenas sua participação na Sul-Americana, podendo encontrar o River Plate em uma possível semifinal.
A ausência dos grandes clubes gerou uma decisão controversa da Associação do Futebol Argentino (AFA), que aprovou uma nova regra de classificação para a Libertadores de 2027.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original