A partir da 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, um novo conjunto de regras entra em vigor, visando coibir o antijogo e a cera em campo. A medida, aprovada pelos clubes das principais divisões, tem como objetivo principal aumentar o tempo de bola rolando nas partidas.
Entre as principais mudanças está a nova regra para atendimento médico. Jogadores que solicitarem assistência em campo deverão aguardar pelo menos 60 segundos para retornar, deixando a equipe com um jogador a menos durante esse período. Se o atleta lesionado for um goleiro, um jogador de linha terá que sair do campo por um minuto. Essa regra, embora não tenha sido utilizada na Copa do Mundo, será implementada também na Inglaterra e na Espanha.
Quando um jogador precisar sair para atendimento, o técnico terá 10 segundos para indicar quem deixará o campo, ou o capitão fará a escolha. Caso o capitão seja o goleiro, um jogador previamente sorteado deverá sair.
A CBF apresentou um estudo que compara o tempo de bola rolando no Brasileirão com outras ligas do mundo. Atualmente, a Série A registra uma média de 52 minutos e 54 segundos de bola em jogo, ficando atrás de ligas como a MLS, Bundesliga e Premier League. A meta da CBF é aumentar esse tempo para 57 minutos, o que representaria um acréscimo de cerca de 9%.
Além das novas regras para atendimento médico, outras mudanças incluem:
- Cinco segundos para cobranças de lateral: Se a cobrança for atrasada, o árbitro iniciará uma contagem regressiva e, se o tempo se esgotar, a posse será do adversário.
- Cinco segundos para cobranças de tiro de meta: O mesmo procedimento se aplica, revertendo o lance em escanteio se o tempo não for respeitado.
- Dez segundos para substituições: O jogador a ser substituído deve deixar o campo em até 10 segundos, ou o substituto terá que aguardar um minuto para entrar.
Essas regras visam reduzir o tempo perdido com faltas e atendimentos, além de otimizar o uso do VAR. A CBF espera ganhar pelo menos 6 minutos e 22 segundos de tempo de bola rolando com essas mudanças.
O VAR também terá sua atuação ampliada, permitindo intervenções em casos de erros de cartões amarelos e revisões de escanteios que resultem em gols ou pênaltis a partir de 2027.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original