Nicolas, lateral-esquerdo do São Paulo, deixou o 1º Distrito Policial de Carapicuíba no início da tarde desta terça-feira, por volta das 14h, após se envolver em um atropelamento que resultou na morte de um homem de 84 anos na noite anterior, em Barueri.
Acompanhado de seus advogados, o jogador saiu por uma porta lateral e entrou em um carro preto. Para responder ao processo em liberdade, Nicolas deverá seguir algumas determinações judiciais, incluindo comparecimento mensal ao juízo para justificar suas atividades, manter o endereço atualizado e não se ausentar da comarca por mais de oito dias sem comunicar previamente ao Juízo. Além disso, sua carteira de habilitação foi suspensa, e ele está proibido de dirigir ou solicitar uma nova até nova ordem.
O acidente ocorreu após Nicolas, junto com os jogadores Igor Felisberto e Ryan Francisco, jantarem em um shopping na região. Os dois últimos retornaram ao local do atropelamento e prestaram depoimento às autoridades. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima estava atravessando a rua por volta das 21h53 quando foi atingida por uma BMW, supostamente conduzida por Nicolas. A polícia registrou que o jogador estaria participando de um racha, o que é negado pelos atletas, que afirmaram não ter ingerido álcool.
Nicolas mencionou ter um aplicativo que monitora seu trajeto e velocidade, indicando que o carro estava a 50 km/h no momento do acidente.
O São Paulo Futebol Clube divulgou uma nota lamentando o ocorrido e expressando solidariedade aos familiares da vítima. O clube também informou que Nicolas permaneceu no local após o acidente, prestando assistência e acionando o resgate, e que sua habilitação estava regular.
A defesa de Nicolas ressaltou que o jogador prestou socorro e que o acidente ocorreu quando a vítima atravessava fora da faixa de pedestres. O advogado Dr. Guilherme Pacheco está acompanhando o caso e afirma que todas as medidas jurídicas necessárias estão sendo tomadas para comprovar a inocência do atleta.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original