Nicolas Bosshardt, atleta do São Paulo, foi envolvido em um atropelamento que resultou na morte de um idoso de 84 anos na última segunda-feira, em Barueri. Ele responderá ao processo em liberdade, após passar a noite no 1º Distrito Policial de Carapicuíba e participar de uma audiência de custódia na terça-feira.

A Justiça estabeleceu algumas medidas cautelares para sua liberdade, que incluem a obrigatoriedade de comparecer mensalmente ao juízo para informar sobre suas atividades, manter o endereço atualizado e não se ausentar da comarca de residência sem autorização judicial por mais de oito dias.

A Polícia Civil investiga se a conduta de Nicolas pode ser caracterizada como dolo eventual, que ocorre quando o motorista assume o risco de causar um acidente. Um dos principais depoimentos na investigação é o de Douglas Carvalho, que estava na área no momento do incidente.

Douglas relatou que viu dois veículos em alta velocidade, uma BMW dirigida por Nicolas e um Honda Civic, que era conduzido por Igor Felisberto, também jogador do São Paulo. Ambos haviam jantado anteriormente em um shopping da região. Embora Douglas não tenha testemunhado o atropelamento, ele encontrou a vítima caída cerca de 100 metros após o acidente e questionou Nicolas e Igor sobre a possibilidade de estarem participando de um 'racha', termo que se refere a corridas ilegais.

Os jogadores afirmaram que estavam em alta velocidade momentos antes, mas que já haviam diminuído a velocidade na área do atropelamento, negando a participação em uma corrida. A análise das imagens e o depoimento de Douglas indicaram que os veículos poderiam estar trafegando em velocidade excessiva para a via.

Nicolas foi preso em flagrante, mas o juiz decidiu que, neste estágio da investigação, não havia motivos suficientes para converter a prisão em preventiva, levando em consideração também os argumentos da defesa. O jogador permaneceu no local após o acidente até a chegada do socorro e, segundo informações do São Paulo, não foi constatada a ingestão de álcool em seu organismo.

O atleta afirmou que utilizava um aplicativo que registra sua localização e velocidade, alegando que trafegava a cerca de 50 km/h no momento do acidente e que não estava participando de uma corrida. A Justiça, considerando todos os elementos apresentados, decidiu que a investigação poderia continuar sem a necessidade de prisão preventiva, permitindo que Nicolas responda ao processo em liberdade, desde que cumpra as medidas cautelares impostas.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original