A torcida do Botafogo prestou homenagem a Garrincha com um mosaico, reafirmando a presença da família do ídolo no futebol brasileiro, mesmo 43 anos após sua morte. Luiz Bastos, neto do craque, desempenha um papel importante como captador de jogadores para as categorias de base, identificando novos talentos.

Luiz, que é neto de Garrincha por parte de mãe, tentou seguir a carreira de jogador, mas não teve sucesso. Ele foi acolhido por Cacá Ferrari, ex-jogador e assessor de Ronaldo Fenômeno, e começou a trabalhar na captação de atletas. Em entrevista ao ge, ele mencionou Ricardo Rocha e Roberto Carlos como padrinhos importantes em sua trajetória no futebol.

O neto de Garrincha reconhece que seu sobrenome facilita o acesso a alguns lugares, embora enfatize que isso traz apenas influências positivas: "Ser neto do meu avô é motivo de muito orgulho", declarou Luiz.

Os captadores, como Luiz, viajam por todo o Brasil e América do Sul em busca de novos talentos. No momento da entrevista, ele estava na Toca da Raposa I, centro de treinamento da base do Cruzeiro, durante a BH Cup, competição sub-14, onde três atletas que ele indicou estavam jogando pelo América-MG.

Matheus Martins foi o primeiro jogador que Luiz destacou. Ele o levou para Xerém, onde se formou no Fluminense, e atualmente brilha no Botafogo. "O Matheus só foi crescendo, desenvolvendo a cada dia, e hoje está no profissional, fazendo gols e tendo sucesso. É gratificante ver o resultado do nosso trabalho", afirmou Luiz, ressaltando a amizade que mantém com o jogador e sua família.

Outro talento descoberto por Luiz foi JP, meia do Vasco, que foi identificado aos 12 anos e levado para a base do clube carioca. Luiz contou que acompanhava os lances de JP pelo Instagram e, ao entrar em contato, o incentivou a seguir seu sonho de jogar no Vasco.

Luiz também comentou sobre a mudança no perfil dos jogadores que os clubes brasileiros buscam, priorizando atletas mais altos e fortes. Ao ser questionado se Garrincha teria espaço na captação atual, ele respondeu: "Apostaria. A magia do futebol de antigamente está se perdendo, pois hoje valorizam mais a força do que a habilidade".

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original