No Equador, a rivalidade entre Barcelona e Emelec é intensa, e os museus dos dois clubes estão localizados um ao lado do outro, em um edifício na cidade de Guayaquil. Essa situação é comparável a duelos clássicos do futebol brasileiro, como Cruzeiro e Atlético-MG ou Flamengo e Vasco.

O confronto entre Barcelona e Emelec é conhecido como “Clássico Astillero”, em alusão ao bairro onde as equipes foram fundadas. O local é um ponto turístico e comercial de Guayaquil, e a entrada dos museus remete a um túnel que leva a um estádio de futebol, com as exposições de ambos os clubes ocupando espaços semelhantes.

Um atendente do museu, que preferiu não ser identificado, afirmou que o museu do Barcelona recebe mais visitantes que o do Emelec, destacando que cerca de 80% dos torcedores equatorianos torcem pelo Barcelona, que é considerado o clube mais popular do país. O Emelec, por sua vez, é o terceiro em popularidade, atrás também da LDU de Quito.

O museu do Barcelona é mais extenso e possui um acervo que inclui referências ao futebol brasileiro. Entre as homenagens, Pelé é mencionado em duas ocasiões, com destaque para uma foto sua ao lado de Luciano Macías, jogador do Barcelona, após um amistoso contra o Santos em 1962. O local, que foi a casa do Barcelona até 1987, também exibe uma placa com uma citação de Pelé, que elogiou o estádio durante a Copa América de 1993.

Outra figura histórica do futebol brasileiro presente no museu é Ronaldinho Gaúcho, cuja imagem está em uma seção dedicada aos campeões do Campeonato Equatoriano de 2016, mesmo ele não tendo jogado o torneio, mas participado de um evento festivo que abriu a temporada.

O museu também celebra os vice-campeonatos do Barcelona na Libertadores, destacando as duas vezes em que o clube ficou em segundo lugar, em 1990 e 1998, com medalhas e escalas das equipes expostas. Apesar de nunca ter conquistado o torneio, o Barcelona é o clube mais vitorioso do Equador.

A entrada para os museus é gratuita e não requer cadastro, funcionando de quarta a domingo, das 10h às 18h, no horário local, que é duas horas a menos que o de Brasília.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original