A gestão da GDA no Botafogo, embora ainda não oficializada, já apresenta mudanças significativas nos bastidores do clube. Segundo Franclim, a troca de comando na SAF não alterou a rotina interna: "Para nós, não mudou nada".

A janela de transferências será o primeiro reflexo das novas diretrizes, que buscam um time mais “operário”, com ênfase em um trabalho eficaz do departamento de scout. As primeiras movimentações de mercado já indicam essa nova fase, com contratações de jogadores menos conhecidos e de baixo custo.

Até o momento, o Botafogo acertou a chegada de cinco reforços: os goleiros Warleson e Gabriel Batista, o lateral Paulinho, o zagueiro Lucas Monzón e o volante Domingos Andrade. O clube também está em negociação para contratar o atacante Danilo Pereira, atualmente vinculado ao Rangers. As contratações ainda não foram oficializadas, pois o Botafogo aguardava o fim do transfer ban, que foi suspenso na quarta-feira.

Com exceção de Domingos, todos os novos jogadores já estão no Rio de Janeiro e participam de atividades no centro de treinamento.

Outra mudança perceptível é a abordagem contida no plano de Recuperação Judicial apresentado recentemente. O documento destaca que a geração de receita também virá da venda de jogadores considerados valiosos. A equipe administrativa atual está avaliando a possibilidade de negociar atletas com altos salários, uma vez que a folha salarial gira em torno de R$ 21 milhões mensais, e há um consenso interno sobre a necessidade de reduzi-la para cerca de R$ 15 milhões.

Entre os atletas com altos custos está Joaquín Corrêa, que treina separado do grupo, pois não faz parte dos planos da nova gestão. Danilo e Montoro também são vistos como ativos importantes, mas a expectativa de vendas antes da Copa não se concretizou, especialmente após a eliminação precoce do Brasil.

A previsão é de que a venda da SAF seja finalizada nas próximas semanas. A GDA tem mantido contato frequente com pessoas influentes no clube e está envolvida no planejamento para o restante da temporada. No final de junho, a empresa fez um aporte de 14,3 milhões de dólares (aproximadamente R$ 75 milhões) para ajudar o clube a enfrentar despesas imediatas e garantir um respiro financeiro em julho.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original