O promotor Cássio Conserino, do Ministério Público, solicitou o arquivamento do inquérito que investigava supostos crimes de falsidade ideológica cometidos por integrantes do Conselho Fiscal do Corinthians. A apuração estava relacionada à reunião que embasou o parecer para a aprovação das contas de 2025 da gestão de Osmar Stabile.
A investigação foi iniciada devido à participação de Haroldo Dantas na reunião do Conselho Fiscal, ocorrida antes da votação no Conselho Deliberativo. Haroldo, que é advogado de empresas do presidente do clube, havia sido afastado de suas funções no órgão por conflito de interesses.
Durante os depoimentos, o promotor constatou que Cláudio Senise e Paulo Schmidt, membros do Conselho Fiscal, consultaram Miguel Marques e Silva, presidente do Conselho de Orientação (Cori), sobre a situação de Haroldo. A resposta recebida indicou que a Comissão de Ética não tinha autoridade para afastar um integrante do Conselho Fiscal de forma cautelar, o que, segundo o promotor, anula qualquer indício de crime de falsidade ideológica.
Conserino destacou que os conselheiros agiram de maneira a esclarecer suas dúvidas junto ao órgão competente, o que afastaria a intenção criminosa. Ele também observou que Ronaldo Fernandez Tomé, conselheiro que havia determinado o afastamento de Haroldo, votou a favor do arquivamento de um procedimento administrativo semelhante anteriormente.
Embora as circunstâncias em torno da participação de Haroldo na reunião possam sugerir irregularidades administrativas, o promotor considerou que a questão não era da alçada da Promotoria de Justiça Criminal. O caso foi encaminhado para os promotores que estão à frente do inquérito sobre possível intervenção judicial no clube.
Recentemente, o Corinthians registrou um déficit de R$ 143,441 milhões em suas contas, mas conseguiu uma vitória significativa ao aprovar as contas do ano anterior.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original