O Ministério Público de São Paulo requisitou esclarecimentos ao Corinthians acerca da rescisão do contrato com a One Fan, responsável pela gestão do Fiel Torcedor, do aplicativo Universo SCCP e da bilheteria da Neo Química Arena.

O promotor Cássio Conserino, que coordena investigações relacionadas ao clube, estabeleceu um prazo de cinco dias para que a equipe forneça os motivos da rescisão e confirme se um novo contrato com a Fever já foi assinado. A solicitação surge em um contexto de investigação preliminar.

No documento enviado, Conserino mencionou que a decisão de trocar a empresa responsável pela gestão de ingressos poderia estar ligada a interesses financeiros imediatos, sem respaldo jurídico claro.

Em resposta, o Corinthians comunicou que atenderá às solicitações do MP e expressou preocupação com a avaliação prévia do promotor, que insinuou que a mudança poderia ser motivada por "sentimentos não muito nobres".

A nota do clube enfatiza que é fundamental analisar as propostas comerciais de maneira criteriosa, levando em conta as condições contratuais, os impactos financeiros e a qualidade dos serviços prestados aos torcedores.

De acordo com a diretoria corintiana, a rescisão se justifica pela alegada má prestação de serviços da One Fan e pela busca de melhores condições financeiras, além da necessidade de recursos para saldar compromissos. A Fever, segundo os dirigentes, ofereceria taxas menores e um pagamento de cerca de R$ 50 milhões ainda neste ano, referente a luvas e patrocínios.

A One Fan, ao tomar conhecimento da negociação pela imprensa, notificou o Corinthians para que não proceda com a rescisão, alegando irregularidades e ameaçando recorrer à Justiça para garantir o cumprimento do contrato, que é válido até 2032. A empresa contesta as alegações de falhas nos serviços prestados.

O despacho do MP também solicita que o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, informe, no mesmo prazo, se foi consultado sobre a negociação. A One Fan também deverá prestar esclarecimentos.

Além disso, o promotor determinou o envio de cópias da manifestação para as Promotorias de Justiça do Patrimônio Público e Social e do Consumidor.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original