O Ministério Público de São Paulo enviou um ofício ao Corinthians solicitando informações sobre o contrato firmado com a Incentiva Serviços Combinados, Tecnologia e Marketing Para Empresas LTDA, responsável pelo programa Fiel da Sorte. A demanda ocorreu após a divulgação de que o clube desembolsou mais de R$ 6,9 milhões para a empresa, mesmo sem controle sobre as ações realizadas e sem promover o programa nos últimos dois anos.

O promotor Cássio Conserino mencionou que este caso está vinculado a outras investigações que envolvem o Corinthians, incluindo uma que investiga retiradas de dinheiro em espécie do clube sem comprovações. O prazo dado para que o Corinthians apresente explicações detalhadas é de 10 dias, sob risco de desobediência.

Em junho de 2023, o Corinthians anunciou com entusiasmo o lançamento do Fiel da Sorte, prometendo sorteios semanais de prêmios para os membros do programa Fiel Torcedor. Contudo, a divulgação do programa foi interrompida em abril de 2024, enquanto os pagamentos à Incentiva continuaram.

O contrato estabelecido previa que a empresa recebesse R$ 3,75 por mês por cada novo associado ao Fiel Torcedor. Apesar das dificuldades financeiras do clube, os pagamentos à Incentiva foram mantidos até abril de 2026, quando o Corinthians solicitou a rescisão do contrato, alegando descumprimento por parte da empresa.

A Incentiva, por sua vez, afirmou que não foi informada sobre a rescisão e que a campanha estava operacional até o final de maio de 2026. O ex-presidente Duilio Monteiro Alves, que fechou o contrato, declarou que o objetivo era aumentar as receitas através da venda de novos planos do Fiel Torcedor.

A atual diretoria, presidida por Osmar Stabile, confirmou a rescisão do contrato devido ao descumprimento das obrigações por parte da Incentiva e ressaltou que os pagamentos realizados foram feitos de acordo com as normas legais.

O Corinthians está considerando a possibilidade de solicitar uma perícia judicial para determinar o valor a ser ressarcido e busca identificar se os prêmios sorteados realmente foram entregues aos sócios, uma vez que o controle estava sob responsabilidade da Incentiva.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original