O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo decidiu negar o recurso apresentado pelo Corinthians e autorizou a continuidade do inquérito civil que investiga a possibilidade de intervenção judicial no clube. O procedimento, que estava em fase inicial, agora poderá avançar após a suspensão anterior, que ocorreu devido ao efeito suspensivo solicitado pelo Corinthians.
O inquérito civil foi instaurado em dezembro de 2025 pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, mas foi suspenso logo após a apresentação do recurso. Com a recente decisão do Conselho Superior, os promotores Luiz Ambra e André Pascoal poderão iniciar as investigações.
Durante o período em que o inquérito esteve paralisado, o promotor Cássio Conserino, responsável por investigações criminais relacionadas ao Corinthians, enviou diversos documentos e pedidos. Ele também foi o responsável por solicitar a abertura do inquérito para avaliar a necessidade de intervenção judicial.
Enquanto isso, sócios do clube ingressaram com um pedido de intervenção judicial na Justiça, mas o MP se manifestou contra a concessão de uma liminar para essa medida, argumentando que era necessário ouvir o Corinthians e considerar o inquérito civil anteriormente aberto.
Se o Ministério Público concluir que a intervenção judicial é necessária, deverá protocolar uma ação civil pública solicitando a medida, cabendo à Justiça decidir sobre a sua implementação.
O inquérito civil foi fundamentado em 25 denúncias levantadas por Cássio Conserino, incluindo laudos de auditores que apontaram irregularidades, denúncias contra ex-presidentes do clube por crimes como associação criminosa e lavagem de capitais, investigações sobre desvios de material esportivo e questões relacionadas à gestão financeira do Corinthians.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original