O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), sob a condução do promotor Cássio Conserino, iniciou uma investigação para apurar a possível prática de falsidade ideológica por integrantes do Conselho Fiscal do Corinthians. A investigação se refere à reunião que fundamentou o parecer do grupo para a aprovação das contas de 2025 da gestão de Osmar Stabile.

A abertura do procedimento se deu em razão da participação de Haroldo Dantas na reunião, que ocorreu antes da votação no Conselho Deliberativo. Haroldo, que é advogado das empresas do presidente do clube, deveria estar afastado das funções no Conselho Fiscal devido a um conflito de interesses. Mesmo assim, ele presidiu a reunião e assinou a ata que recomendou a aprovação, com ressalvas, das contas de Stabile, documento que orientou a votação subsequente.

Em 2022, as contas do Corinthians apresentaram um déficit de R$ 143,441 milhões. Apesar disso, a gestão conseguiu aprovar as contas. Na representação protocolada, o promotor Cássio Conserino determinou a oitiva de Ronaldo Fernandez Tomé, membro da Comissão de Ética do Conselho Deliberativo, que foi responsável pelo afastamento de Haroldo Dantas, para a próxima segunda-feira. O MP-SP também notificou o clube sobre a abertura da investigação.

A investigação buscará evidências que sustentem uma possível denúncia de falsidade ideológica. Entre os membros do Conselho Fiscal que estão sendo investigados estão Paulo Schmidt Pimentel e Cláudio Luiz Senise. Conserino destacou que o afastamento de Haroldo Dantas não era uma questão trivial, mas sim uma informação crucial para avaliar a regularidade do órgão, a validade da reunião, a necessidade de convocação de suplentes e a legitimidade do parecer apresentado.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original