O Ministério Público iniciou uma investigação para apurar a contratação, pelo Corinthians, da Mega Assessoria Operacional Ltda, uma empresa de segurança que supostamente não estaria regularizada. O valor total da contratação foi de R$ 676,6 mil.
A contratação ocorreu entre setembro e outubro de 2025, durante a gestão do presidente Osmar Stabile, que assumiu o cargo em agosto. O Corinthians fez pagamentos à Mega em três ocasiões, totalizando R$ 676,6 mil, referentes a serviços prestados entre julho e outubro.
De acordo com a investigação, a Mega não possuía autorização da Polícia Federal para prestar serviços de segurança privada e não havia um contrato formal com o clube. A empresa foi constituída em 3 de julho de 2025, pouco após o afastamento do ex-presidente Augusto Melo, e está registrada em nome de Fernando José da Silva, que era gerente operacional do clube.
Fernando inicialmente afirmou que criou a empresa a pedido do diretor administrativo do Corinthians, Fábio Soares, mas depois alterou sua versão, alegando que a solicitação partiu de Stabile. O Corinthians justificou a contratação emergencial da Mega após a invasão à presidência do clube em maio de 2025, afirmando que os pagamentos estavam relacionados a serviços efetivamente realizados.
Após a estabilização do ambiente político no clube, o Corinthians anunciou a abertura de um processo de concorrência para a escolha de uma nova empresa de segurança.
O promotor responsável pela investigação destacou que as notas fiscais apresentadas mostram indícios de possíveis irregularidades, como a sequência numérica e o mesmo pagador e prestador de serviço, levantando suspeitas sobre a legalidade das transações. A investigação irá apurar possíveis crimes, incluindo furto de valores e falsidade ideológica.
Os depoimentos de Fernando e Fábio já estão agendados para o próximo dia 26.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original