O delegado Rodrigo Sandi Mori, chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, comentou sobre o envolvimento do atacante David Corrêa, do Vasco, na Operação “A Tropa”. A investigação, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro, teve como base mensagens encontradas pela Polícia Civil do Espírito Santo.
De acordo com o delegado, três diálogos analisados levantaram suspeitas sobre a relação do jogador com membros do grupo investigado. Um dos diálogos destaca uma conversa onde Júnior informa a David sobre uma vítima de uma tentativa de homicídio, mencionando a motivação do ataque e o estado de saúde da pessoa. A resposta do jogador foi: “mereceu tomar uns tiros mesmo”.
Em outro diálogo, Júnior enviou uma foto de uma pistola a David, que respondeu: “tem que matar um para ver de qual é”. O terceiro diálogo envolve uma negociação de veículo, onde um indivíduo chamado Juan pediu a Júnior que conversasse com David para conseguir um empréstimo e trocar um Fiat Argo, que teria sido utilizado em uma tentativa de homicídio.
O delegado Sandi Mori afirmou que essas conversas levantaram suspeitas sobre a possibilidade de David estar financiando o tráfico de drogas na região. A Polícia Civil encontrou essas mensagens após analisar um celular apreendido durante a investigação de uma tentativa de homicídio.
David Corrêa já prestou depoimento e, embora reconheça conhecer pessoas ligadas à investigação, nega qualquer envolvimento com tráfico de drogas ou armas. Seu empresário, André Cury, também defendeu que o jogador não tem relação com o crime organizado. A investigação segue sob segredo de Justiça e, até o momento, David é investigado e foi alvo de um mandado de busca e apreensão, mas não de prisão.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original