O atacante Memphis Depay, que teve seu contrato com o Corinthians encerrado, está aberto a ouvir propostas de clubes brasileiros e não descarta a possibilidade de continuar sua carreira no Brasil. Embora o Corinthians tenha optado por não renovar seu vínculo, Memphis está disposto a considerar outras ofertas de equipes do país.
Nos últimos meses, quatro clubes da Série A que estão envolvidos em competições sul-americanas já demonstraram interesse em Memphis, enquanto ele ainda negociava com o Corinthians. Por respeito ao clube paulista, as conversas não avançaram na época, mas agora há expectativa de que as negociações sejam retomadas.
O jogador, que se sentiu desvalorizado durante as negociações com o Corinthians, está aberto a atuar por um rival no Brasil. Além disso, ele avalia positivamente o mercado brasileiro, especialmente após receber sondagens de clubes de outros países, como França, México, Turquia, Catar e Arábia Saudita, mas nenhuma proposta foi considerada atrativa.
Memphis também criou laços no Brasil e possui projetos comerciais que pretende dar continuidade. No entanto, o alto salário é um fator que pode dificultar sua permanência no país. Apesar disso, o fato de estar livre no mercado torna uma negociação com clubes brasileiros mais viável.
Dois dos clubes que sondaram Memphis mostraram-se dispostos a negociar valores próximos aos que ele discutia com o Corinthians. Durante sua passagem pelo clube, Memphis se destacou como o maior artilheiro da história da seleção holandesa, com 20 gols em 79 partidas e três títulos conquistados.
A possibilidade de renovação com o Corinthians havia avançado, mas enfrentou resistência interna, com conselheiros influentes se opondo ao acerto, mesmo diante de uma proposta de redução salarial. Memphis chegou a retornar ao Brasil para assinar o novo contrato, mas divergências administrativas impediram sua reintegração ao elenco.
O executivo de futebol e o técnico do Corinthians estavam alinhados em favor da permanência do jogador, mas a situação se complicou devido a questões políticas internas do clube. O presidente se viu em uma posição delicada, tendo que escolher entre desagradar aliados e atender os torcedores.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original