O meia-atacante Maurício, do Palmeiras, recebeu uma punição de um jogo que foi convertida em advertência pela 2ª Comissão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A decisão foi tomada em relação a um lance com o zagueiro Cacá durante a goleada do Palmeiras sobre o Vitória.

Inicialmente, Maurício foi enquadrado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de condutas violentas, com uma pena que variava de um a seis jogos de suspensão. No entanto, o relator Luiz Gabriel Batista Neves votou pela aplicação da pena mínima, transformando-a em advertência.

A procuradora Marília Fontenele contestou as críticas direcionadas ao julgamento e a defesa do Palmeiras argumentou que a decisão do árbitro foi correta, pois ele aplicou apenas o cartão amarelo após revisar o lance com a ajuda do VAR. A defesa ainda ressaltou que a CBF não considerou que houve erro notório, uma vez que o árbitro Alex Gomes Stefano não foi punido e seguirá apitando na Copa do Brasil.

O relator reafirmou que, apesar de considerar que Maurício deveria ter sido expulso, decidiu manter a punição de um jogo convertida em advertência. A votação contou com opiniões divergentes, onde um auditor sugeriu dois jogos de suspensão, enquanto outros votaram pela manutenção da advertência ou apenas um jogo sem advertência.

Após a vitória do Palmeiras por 3 a 0 sobre o Fortaleza, Maurício comentou que não teve a intenção de machucar o adversário e destacou seu histórico de jogador tranquilo. O jogador também se defendeu afirmando que suas ações não refletem uma natureza maldosa.

Após o lance que envolveu Maurício, o Vitória teve dois jogadores expulsos: Cacá, por uma entrada violenta, e Luan Cândido, por gestos considerados inadequados. Ambos foram punidos com um jogo de suspensão, sendo que a pena de Cacá também foi convertida em advertência. O presidente do Vitória, Fábio Mota, fez críticas à arbitragem após a partida, mas acabou absolvido.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original