Maurício, atualmente jogador do Palmeiras e convocado para a Copa do Mundo, teve uma trajetória significativa no Cruzeiro, onde marcou seis gols. Naturalizado paraguaio, ele foi chamado por Gustavo Alfaro para representar seu país no torneio, seis anos após uma negociação controversa envolvendo o clube mineiro.
Revelado nas categorias de base do Desportivo Brasil-SP, Maurício se destacou no Cruzeiro, que o contratou em 2018 por R$ 800 mil, com a expectativa de que ele fosse uma das soluções durante a grave crise financeira que o clube enfrentava. No entanto, sua trajetória mudou rapidamente.
Promovido ao time profissional aos 19 anos sob a direção de Mano Menezes, Maurício teve um início promissor, participando ativamente dos primeiros jogos da temporada. Contudo, a equipe, que era uma das mais caras do Brasil, passou por um desmantelamento, e ele enfrentou oscilações de desempenho, especialmente após o retorno do futebol durante a pandemia.
A situação se agravou com a chegada de Luiz Felipe Scolari, que percebeu a necessidade de um elenco mais experiente para evitar o rebaixamento à Série C. O treinador solicitou a contratação de William Pottker, do Internacional, que exigiu a inclusão de Maurício na negociação. A diretoria do Cruzeiro concordou, resultando na transferência do atleta.
Entre 2020 e 2021, Pottker atuou 25 vezes pelo Cruzeiro, marcando seis gols e contribuindo com três assistências. Maurício, por sua vez, teve uma passagem irregular pelo Internacional, mas foi vendido ao Palmeiras por cerca de R$ 60 milhões em 2024.
O Cruzeiro também enfrentou complicações legais relacionadas a Maurício, incluindo cobranças por salários atrasados. Em 2022, o clube chegou a um acordo que envolveu a concessão de 5% dos direitos do jogador para resolver uma dívida de R$ 1,2 milhão.
A saída de Maurício representou uma perda significativa para o Cruzeiro, que deixou de lucrar com outros talentos que surgiram na mesma época. O volante Ederson, hoje na Atalanta e alvo de especulações de transferências que podem chegar a R$ 240 milhões, e outros jogadores como Jadsom Silva e Igor Thiago também tiveram suas saídas marcadas por acordos que não refletiram seu verdadeiro valor de mercado.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original