Em um áudio que foi divulgado nesta terça-feira, o presidente do São Paulo, Harry Massis, enfatizou a urgência na aprovação do contrato com a Ticketmaster, empresa escolhida para gerenciar a venda de ingressos no Morumbi. O contrato já recebeu aval do Conselho de Administração, mas ainda precisa passar pelo Conselho Deliberativo.

Se aprovado, o acordo garantirá ao São Paulo um aporte imediato de R$ 140 milhões, que serão destinados ao pagamento de dívidas com os jogadores e outras obrigações financeiras. Massis pediu apoio dos conselheiros para que o assunto seja incluído na pauta de votação, alertando que a falta de aprovação resultará na impossibilidade de quitar as pendências: "Não vai ter dinheiro para pagar nada, tá?"

A proposta da Ticketmaster prevê a antecipação de R$ 110 milhões em até 45 dias após a assinatura do contrato, com devolução em cinco anos, acrescida de juros baseados no CDI mais 1,99%. Além disso, R$ 30 milhões virão da gestão do camarote 29A por cinco anos, com pagamento imediato após a assinatura.

Recentemente, Massis já havia comentado sobre a falta de recursos em um áudio anterior, quando defendia a permanência do técnico Roger Machado, que acabou sendo demitido dias depois.

O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, anunciou a criação de uma comissão para analisar o contrato com a Ticketmaster, que será composta por conselheiros e deverá apresentar um parecer com urgência.

Além do valor imediato, a proposta da Ticketmaster inclui R$ 6 milhões para a reforma do Museu São Paulo e a gestão do sócio-torcedor, que atualmente é administrada pela Feng. O clube acredita que unificar a gestão de ingressos e do programa de sócio-torcedor trará benefícios financeiros, reduzindo custos.

A Ticketmaster cobrará uma taxa de administração de até 10% sobre cada ingresso vendido (8% para entradas físicas) e uma taxa de 8% sobre cada sócio-torcedor.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original