O São Paulo aguarda esclarecimentos sobre o desaparecimento do zagueiro Arboleda. Recentemente, Marcio Carlomagno, ex-superintendente geral e próximo de Julio Casares, foi expulso do quadro associativo do clube. A decisão, que ocorreu no dia 31 de março, foi tomada pela Comissão de Ética do São Paulo.
A expulsão se baseou no item "S" do 10º artigo do Regimento Interno, que prevê a eliminação por "praticar ato de gestão irregular ou temerária". Carlomagno é mencionado pela Polícia Civil como integrante de um grupo que inclui Rita de Cássia Adriana Prado, Mara Casares e Douglas Schwartzmann, sendo apontados em um relatório como envolvidos na exploração clandestina de um camarote no Morumbi, onde teriam dividido lucros e formado uma "associação criminosa".
O relatório, obtido pelo ge, revelou a conexão de Carlomagno com o esquema, após a análise de um caderno encontrado na residência de Rita de Cássia. O documento evidencia a relação entre Marcio, a influência de Mara Casares e Douglas Schwartzmann, e a operação de Adriana Prado, caracterizando uma estrutura de apropriação do patrimônio do clube.
Em um áudio divulgado anteriormente, Douglas Schwartzmann já havia indicado Carlomagno como responsável pela cessão do espaço ao trio mencionado. Após a revelação do esquema, Carlomagno negou que tivesse recebido dinheiro pela concessão de camarotes no Morumbi.
A decisão da Comissão Disciplinar pode ser contestada, mas o recurso será analisado pelos mesmos integrantes que redigiram o relatório que resultou na expulsão de Carlomagno.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original