A decisão do Corinthians de contratar Clarence Seedorf como novo treinador foi tomada após uma série de recusas de outros profissionais. O executivo de futebol, Marcelo Paz, comentou que a escolha se deu pela identificação do holandês como um líder e vencedor.

Entre a noite de sexta-feira e a manhã de sábado, a diretoria se reuniu para discutir alternativas para o comando técnico. Diversos nomes, como Tiago Nunes, Paulo Pezzolano, Paulo Turra e Jair Ventura, foram considerados, mas as opções se tornaram limitadas após negativas.

Marcelo Paz assumiu a responsabilidade pela escolha e, com o apoio do presidente Osmar Stabile, decidiu retomar as conversas com a equipe de Seedorf. O treinador, que havia sido oferecido ao clube na noite anterior, demonstrou interesse em aceitar a proposta.

No início da tarde de sábado, o acordo estava quase finalizado, restando apenas alguns detalhes. Durante as negociações, Paz também buscou a opinião do atacante Memphis Depay sobre a contratação.

A escolha de Seedorf foi anunciada horas antes do clássico contra o Palmeiras e foi baseada na avaliação de que o holandês possui um nome respeitado no futebol e a experiência necessária para ajudar o Corinthians em um momento delicado. Paz destacou que Seedorf é uma figura que impõe respeito e possui uma personalidade forte.

“Identificamos que ele é um líder, um vencedor. Ele estava decidido a retomar a carreira como treinador no próximo ano, mas o convite do Corinthians despertou seu interesse”, afirmou Marcelo Paz em entrevista.

Antes de assumir o Corinthians, Seedorf teve passagens pelo Milan, Deportivo La Coruña e pela seleção de Camarões. Seu último trabalho foi em 2019. O novo técnico está atualmente em Madri, resolvendo questões pessoais antes de viajar ao Brasil, o que deve ocorrer entre terça e quarta-feira.

O Corinthians, que soma 32 pontos no Campeonato Brasileiro, volta a campo no dia 19 contra o Vitória, na Neo Química Arena. A equipe está na mesma pontuação que o Internacional, que ocupa a zona de rebaixamento, mas leva vantagem no número de vitórias.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original