O zagueiro Manoel entrou com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª região contra o Fluminense, reivindicando indenizações que somam R$ 11.863.377,57. Entre os itens cobrados estão estabilidade provisória, férias, FGTS e premiações em atraso.

O Fluminense, por sua vez, informou que não recebeu notificação oficial sobre o caso e, portanto, não se pronunciará no momento.

No documento acessado pelo ge, Manoel alega que o clube não cumpriu a legislação esportiva, que determina a renovação do contrato de um jogador lesionado até sua total recuperação. O jogador deixou o clube no final de 2025, mas afirma que só se recuperou de uma cirurgia no menisco em março de 2026.

De acordo com o zagueiro, a lesão ocorreu em outubro de 2025 e, após exames, foi identificada uma lesão no menisco. O Fluminense teria optado por um tratamento conservador, mas a recuperação não evoluiu, levando Manoel a decidir pela cirurgia, com um tempo de recuperação estimado entre quatro a cinco meses.

No final de dezembro de 2025, Manoel foi informado de que seu contrato não seria renovado, embora a legislação garantisse a extensão do vínculo até sua completa recuperação. Os valores solicitados por Manoel incluem: R$ 3,1 milhões referentes ao seguro obrigatório desportivo, R$ 5 milhões em indenização, R$ 550 mil em premiações, R$ 640 mil em FGTS, R$ 600 mil em férias, R$ 261 mil em multa, R$ 100 mil em danos morais e R$ 1,5 milhão em honorários.

Além disso, ele também solicita o pagamento de férias, FGTS e premiações atrasadas, totalizando R$ 551.329,17, e cobre as despesas da cirurgia realizada. Manoel havia solicitado que sua equipe não tomasse medidas judiciais, acreditando que o Fluminense entraria em contato, mas após cinco meses sem retorno, decidiu recorrer à Justiça.

Durante suas quatro temporadas no Fluminense, Manoel disputou 118 partidas e marcou 10 gols. Ele também teve o apoio do clube em um episódio de doping, que comprovou sua inocência. Atualmente, o jogador está livre no mercado.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original