Lulinha, ex-jogador do Corinthians, atualmente ídolo na Indonésia, reflete sobre sua carreira e a pressão que enfrentou quando surgiu como uma das principais promessas do futebol brasileiro. Ele, que foi considerado uma joia por suas atuações nas categorias de base, vive um momento de destaque no futebol asiático, onde se consolidou como um dos principais atletas do Madura United.

O jogador, que despontou no Timão com apenas 16 anos, recorda as altas expectativas que recaíram sobre seus ombros em um período desafiador para o clube. 'Subi muito novo e a pressão era enorme. Infelizmente, não consegui ajudar a evitar a queda do Corinthians para a Série B em 2007', contou Lulinha, que, apesar das dificuldades, guarda boas lembranças de sua trajetória.

Com um impressionante histórico de 297 gols nas categorias de base, Lulinha se tornou o artilheiro do Sul-Americano Sub-17 em 2007, o que elevou ainda mais suas expectativas. Na época, ele renovou seu contrato com o Corinthians, que incluía uma multa rescisória de 50 milhões de dólares, atraindo o interesse de grandes clubes europeus como Chelsea e Manchester United. 'Na época, o United chegou a ir à minha casa, mas eu sempre sonhei em jogar pelo Corinthians', explicou.

Apesar das propostas tentadoras, Lulinha decidiu permanecer no clube que o formou. 'Recusar o Manchester United foi uma escolha do coração. Eu queria sentir a torcida do Corinthians e não sair sem ter jogado pelo profissional', destacou o meia. Ele continuou a defender o Timão e foi parte fundamental na conquista da Série B em 2008.

Após deixar o Corinthians em 2009, Lulinha teve passagens por clubes em Portugal e no Brasil, até que em 2017 se transferiu para a Coreia do Sul, onde encontrou um novo lar no Pohang Steelers. Desde então, sua carreira deslanchou na Ásia, onde se tornou um ídolo, com 19 gols em 51 jogos. Atualmente, ele defende o Madura United, onde já balançou as redes 37 vezes.

Com 36 anos, Lulinha reflete sobre sua trajetória e seus planos para o futuro. 'Estou me preparando para ser treinador e já fiz a licença B da CBF', revelou. Ele se sente realizado e acredita que sua experiência no futebol asiático foi fundamental para seu crescimento profissional.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original