O Ludogorets, da Bulgária, apresentou acusações ao Botafogo, afirmando que o clube carioca distorceu informações para tentar anular o transfer ban relacionado à transferência de Rwan Cruz. Em uma carta endereçada à Fifa, a equipe búlgaro também questionou a estabilidade do processo de recuperação judicial da SAF do Botafogo e solicitou a manutenção da penalidade imposta ao clube.
Segundo a correspondência, a qual o ge teve acesso, o Ludogorets alega que o Botafogo não se empenhou adequadamente para obter autorização para efetuar o pagamento ao clube búlgaro conforme a legislação brasileira. Além disso, o clube europeu destaca que a SAF do Botafogo não apresentou evidências concretas sobre como a dívida com o Ludogorets seria resolvida no plano de reestruturação.
O Ludogorets também contesta a afirmação do Botafogo de que a recuperação judicial da SAF não enfrenta riscos. A carta menciona que existem apelações pendentes da Eagle Bidco, o que, segundo os búlgaros, mantém a estabilidade do processo em questão.
Os representantes do Ludogorets sugerem que, se a Fifa considerar o processo de recuperação judicial no Brasil, a solução mais adequada seria uma suspensão do processo, e não a revogação do transfer ban ou o encerramento do caso contra o clube búlgaro.
Além disso, o Ludogorets critica o Botafogo por não ter informado à Fifa sobre a possível entrada de um novo investidor, o fundo GDA Luma, que firmou um acordo vinculante para a futura venda da SAF. O clube europeu reclama da falta de transparência do Botafogo sobre novas receitas e suas destinações.
A carta ainda menciona o Vasco como exemplo de clube que comunicou à Fifa as razões pelas quais certos credores são tratados de maneira diferenciada durante o processo de recuperação judicial. Por fim, o Ludogorets argumenta que permitir que um clube registre novos atletas sem cumprir uma decisão final da Fifa geraria um "óbvio desequilíbrio competitivo".
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original