Luca Moraes, uma jovem promessa de apenas 14 anos, vem se destacando nas categorias de base do Benfica, localizado na região do Seixal. Filho do ex-goleiro Arthur Moraes, o atacante já atraiu o interesse das seleções do Brasil, Itália e Portugal. Ele é notável por ser o primeiro jogador da base a ser convocado pela seleção brasileira sem ter passado por um clube de formação nacional.

Recentemente, Luca assinou um contrato de formação de dois anos com o Benfica e começou a atuar na categoria sub-16. Nascido em Lisboa, ele está nas divisões de base do clube há oito anos e, na temporada 2025/26, anotou impressionantes 43 gols em 33 partidas, abrangendo jogos do Sub-15 e Sub-16.

Seu desempenho chamou a atenção da seleção italiana, que o convocou no início do ano para partidas contra a Eslovênia. Segundo seu pai, Luca foi observado por um tempo e teve a oportunidade de se destacar em um torneio de Natal na Itália, onde foi considerado um dos melhores jogadores. Em janeiro, ele jogou uma partida oficial pela seleção italiana.

Em março, o atacante foi convocado pela seleção brasileira, onde passou 12 dias na Granja Comary e participou de dois amistosos. Seu pai comentou sobre a atenção que Luca vem recebendo: “Todas as seleções, pelo que sabemos, entraram em contato com o Benfica para solicitar material para observação mais detalhada.”

Além do Brasil e da Itália, a seleção portuguesa também está de olho em Luca, que recentemente ganhou a possibilidade de defender o país. Com a regulamentação da FIFA, ele pode representar mais de uma seleção até os 23 anos, quando precisará fazer sua escolha definitiva.

Luca é um atacante com características de um centroavante, possuindo boa estatura e posicionamento em campo, além de ser elogiado por suas finalizações. Com 1,87 m, ele se destaca pela presença na área e pela capacidade de entender o jogo, mesmo fora dela.

A rotina de treinos e jogos é intensa, com atividades que vão de julho até o final de maio, incluindo treinos de terça a sexta à noite. O Benfica também exige que os jogadores mantenham um bom desempenho escolar, punindo aqueles que não atingem a média mínima necessária.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original