Leila Pereira, presidente do Palmeiras, fez críticas ao presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, em relação ao recente acordo entre o Flamengo e o Fluminense para a realização de shows no Maracanã. Em uma entrevista ao podcast oficial do Palmeiras, Leila se referiu a uma declaração de Bap feita em dezembro, questionando se o Flamengo estaria se afastando do futebol ao se comprometer com eventos musicais no estádio.

“Vi na imprensa que o Maracanã, Flamengo e Fluminense fecharam com uma empresa para shows. Poxa, será que o Flamengo está querendo largar o futebol e vai virar casa de espetáculo?”, ironizou Leila.

Ela também lembrou que Bap havia criticado o Allianz Parque, afirmando que o Palmeiras deveria focar no futebol em vez de se dedicar a shows. “Acho que estão querendo largar o futebol. Pelo que vi, o Maracanã vai também realizar shows, como o Allianz Parque”, acrescentou.

Leila ainda sugeriu que o Flamengo poderia considerar a instalação de um gramado sintético no Maracanã, fazendo referência a uma campanha do clube rubro-negro contra esse tipo de gramado. “Aliás, se ele quiser, também, oriento a botar gramado sintético. É a melhor coisa, até indico o nosso gramado, que é espetacular”, comentou.

Recentemente, o Flamengo e o Fluminense anunciaram uma parceria com a empresa “30e” para organizar shows no Maracanã a partir de 2027, com um contrato de cinco anos. O objetivo é trazer grandes artistas sem impactar o calendário esportivo dos clubes.

Além disso, Leila respondeu a outra crítica de Bap sobre um empréstimo de R$ 80 milhões que a Crefisa fez ao Vasco, questionando se isso indicava um possível interesse em controlar o clube cruz-maltino. “Conflito de interesse nós poderíamos pensar: o Flamengo é sócio do Fluminense na administração do Maracanã. Tem negócios juntos, jogam o mesmo campeonato. Pode?”, afirmou Leila, ressaltando a estranheza de dois clubes sócios na administração de um estádio jogando na mesma competição.

Ela concluiu criticando a recente alteração na data de um jogo entre Flamengo e Fluminense, questionando a legitimidade dessa mudança. “Acho muito estranho, muito esquisito, dois clubes sócios na administração de um estádio, jogando o mesmo campeonato, e estranhamente assinam cartinha para a CBF alterar data de jogos”, finalizou.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original