A disputa judicial entre Gustavo Scarpa, jogador do Atlético-MG, e Willian Bigode, do América-MG, referente a investimentos em criptomoedas, continua sem solução. Recentemente, a Justiça de São Paulo negou um recurso apresentado por Bigode, considerando-o uma tentativa de causar "tumulto" no processo.

O Tribunal não chegou a analisar o recurso, uma vez que a defesa de Bigode o apresentou em nome de terceiros envolvidos, o que é proibido pela legislação. A empresa WLJC, que figura no caso, argumentou que dois réus foram notificados por edital e não pessoalmente, conforme exigido.

A Justiça classificou o recurso como uma manobra para atrasar o andamento do processo. Até o momento, não houve punições, mas a defesa de Bigode poderá enfrentar penalidades se situações semelhantes ocorrerem no futuro. O caso se arrasta desde 2022 e seguirá seu curso normal, com os demais réus ainda sendo citados por edital.

No início de 2023, o programa Fantástico revelou que Scarpa e Mayke investiram cerca de R$ 10,4 milhões em criptomoedas em uma empresa indicada por Willian Bigode, com quem tiveram amizade durante o tempo em que jogaram no Palmeiras. O retorno do investimento estava previsto para 2022, mas não ocorreu. Diante disso, Scarpa e Mayke acionaram a Justiça em busca da recuperação dos valores.

Segundo um boletim de ocorrência, Gustavo Scarpa afirma ter investido R$ 6,3 milhões, enquanto Mayke aplicou mais de R$ 4 milhões na Xland Holding Ltda., com a promessa de retorno entre 3,5% a 5% ao mês. O juiz do caso apontou indícios de uma possível pirâmide financeira. Ambos os jogadores relataram que foram atraídos para o negócio por Willian Bigode, proprietário da WLJC Gestão Financeira.

Em 2024, Scarpa conseguiu bloquear os salários de Willian Bigode, que na época atuava pelo Santos. No ano anterior, a Justiça concedeu ganho de causa parcial a Mayke, permitindo que ele recuperasse parte do valor investido.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original